Quem vê, Senhora, claro e manifesto
O lindo ser de vossos olhos belos,
Já não paga o que deve a vosso gesto.
Este me parecia preço honesto;
Mas eu, por de vantagem merecê-los,
Dei mais a vida e a alma por querê-los,
Donde já me não fica mais de resto.
Assim que a vida e alma e esperança,
E tudo quanto tenho, tudo é vosso,
E o proveito disso eu só o levo.
Porque é tamanha bem-aventurança
O dar-vos quanto tenho e quanto posso,
Que quanto mais vos pago, mais vos devo.
Esse homem é um zarolho, como será que ele perdeu o olho?
ResponderEliminarEstá fixe. Fica bem!
ResponderEliminarGostei muito do teu texto sobre o Luís Vaz de Camões
ResponderEliminarBom poema miúdo, gosto especialmente da imagem, pobre do homem que já só tem um olho.
ResponderEliminarBom poema Tiago, está bom, mas podia estar melhor Tiago.
ResponderEliminarBom poema , tens uma boa imaginação , continua assim meu puto
ResponderEliminarGostou muito do teu poema, e também da foto. Boa escolha do poema.
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