segunda-feira, 3 de junho de 2013

Luís Vaz de Camões

Quem vê, Senhora, claro e manifesto

Quem vê, Senhora, claro e manifesto
O lindo ser de vossos olhos belos,
Se não perder a vista só com vê-los,
Já não paga o que deve a vosso gesto.


Este me parecia preço honesto;
Mas eu, por de vantagem merecê-los,
Dei mais a vida e a alma por querê-los,
Donde já me não fica mais de resto.


Assim que a vida e alma e esperança,
E tudo quanto tenho, tudo é vosso,
E o proveito disso eu só o levo.


Porque é tamanha bem-aventurança
O dar-vos quanto tenho e quanto posso,
Que quanto mais vos pago, mais vos devo.


7 comentários:

  1. Esse homem é um zarolho, como será que ele perdeu o olho?

    ResponderEliminar
  2. Gostei muito do teu texto sobre o Luís Vaz de Camões

    ResponderEliminar
  3. Bom poema miúdo, gosto especialmente da imagem, pobre do homem que já só tem um olho.

    ResponderEliminar
  4. Bom poema Tiago, está bom, mas podia estar melhor Tiago.

    ResponderEliminar
  5. Bom poema , tens uma boa imaginação , continua assim meu puto

    ResponderEliminar
  6. Gostou muito do teu poema, e também da foto. Boa escolha do poema.

    ResponderEliminar